quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Retalhos poéticos I

Alma Rasgada


Oh, Amor! Quisera compreender os tortuosos caminhos que te trazem a mim!
Calmaria desassossegada, turbilhão de êxtases, remexer de entranhas, ressacas morais.
Diante de ti sou megera e domada: faca em punho para ferir-te e curar-te ao final.
Mostra-me o lembrar que se esquece de esperar por ti.
Faz-me crer que, na longa espera, viverei - apesar da tua ausência corroer-me as pontas dos dedos.
Fixa meus olhos adiante, coloca-me antolhos, desvia-me do teu caminhar na esbórnia.
Dá-me forças para resistir quando chegares – pois chegarás; eu sei.
Desejo-te com tamanha insensatez, pungente insanidade instaurada sem meu consentir.
Minto! Aceito. Desejo. Espero. E consinto.
Vem, amor!,e não demores demais. Encontra-me inteira.
Temo que não chegues a tempo de colar os cacos desta alma que a tua falta rasga.
E que de tão ferida, sangra, desfalece e se cansa de querer.


12-08-2009

Um comentário: