quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Retalhos poéticos VII

Dança da Solidão


É silêncio. É pergunta.
Uma ausência total de sentidos...
Para tudo o que sente e deseja
Não dispõe de palavras para expressar.
Sua falta de posse sobre si mesma
- e sobre o mundo! -
Reduziram-na a si.
Como criança mimada, especula em vez de existir
Gasta pouco da vida, para ela não acabar
Pois sabe que, o que amadurece plenamente
Pode bem cedo apodrecer.
Teme que lhe escape – esse escape!
É intelectual, mas escreve com o corpo.
É angústia. É procura.
Silêncio extasiante de um simples estar-no-mundo.

18-08-2009

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