quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Retalhos fragmentados III

Não há normalidade no usual. O trivial não carrega, transporta. E transportar vai além de apenas modificar a localização das coisas; transportar desloca a alma.
O extravagante tem peso, vaga mais do que sua massa comporta transportar. O extravagante carrega-se de si. Aparece. Grita. Clama por atenção. Não há transporte que consiga deslocar uma alma extravagante.

A trivialidade, o comum, o usual - que nada possuem de normal - levemente seguem o vento, passam despercebidos. Deixam suas marcas. E ficam.

    
12-08-2009                                                          

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