quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Corte sem Costura

Infarto de Saudade


 
Quisera neste meu sangrar
Selvagem La Loba que sou
Enxergar através e além
Do que a pele – simples meia-fina
Pode ocultar


Mar vermelho em meus olhos
Enxurrada de uma só cor
Deixa um gosto saudoso n’alma
Daquela pintura torta
Bordas manchadas
Divinos borrões!


Ei, você aí, posso brincar?
Que cor tem o céu, afinal?
Violeta!
Que peguei no jardim pra você
Enfeite com ela os cabelos
E moça mais bela jamais haverá!


Saudade do lápis-de-cor
Da massa-de-modelar
Para que possa dar forma
Ao mundo que desejar


E quando tiver que partir
Para em um só minuto voltar
Feliz, direi, a sorrir
O que é a mais pura verdade:


Volte logo, cedinho
Quando também o sol chegar
Ou então, de tanta saudade
Assim, ó! ... irei infartar!



15-08-2009

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