quinta-feira, 5 de novembro de 2009
Arrogância
Palavras calam minhas vozes
Covardes e sedentas; arredias!
Alfabetizando sensações vazias
Tagarelas, de si mesmas algozes.
Desatados nós, sufocantes
Libertam o que de si não se vai
Gozo que não se permite um só ai
E dores que latejam, incessantes.
Há prazer no pesar do arrogante
Que tritura os próprios joelhos
Por um perdão atroante?
Salva-se o inocente pecador
Juiz de sua própria condenação
Deferida a vã libertação?
02-11-2009
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