quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Terra Infértil



Teu sorriso tímido
A brincar de esconde-esconde
Desliza
Em graciosas frestas permissivas
Ao olhar...
Pelo buraco da fechadura
A-porta
(entreaberta).
O doce balançar das tuas ondas faciais
Ligeiras, põem-se a embalar
Meus desejosos sonhos de ninar.
Sinfonia de pássaros e ventanias
Orquestram o silencioso passear
Das borboletas
Violetas!
A fazerem festa - pra ti
dentro de mim.
Balões de ar
Levam a ti meu mais profundo suspirar
De esperança.
Sob a sombra das mangueiras
Águas preparam as goiabeiras
Para a breve colheita
Do que está prenhe em nós!
Outrora germinado
Dentre os verdes arbustos
De exuberantes flores
Que se transmutam
Do branco ao lilás.
Passeando pelo amarelo
Exalam o perfume dos nossos toques
- e retoques,
No ar de uma terra
Cansada
D'um escasso colher
Tendo tanto o que plantar...

Por não ter, no solo,
Amor para adubar.


Srta. M

Um comentário:

  1. Olá, minha amiga! Acabo de ler suas postagens. Gostei muito de todas, mas esta foi a que mais me tocou. Em especial, este trecho: "D'um escasso colher. Tendo tanto o que plantar...Por não ter, no solo,Amor para adubar."
    Puxa, quantas almas não andarão por este mundo lamentando um coração fértil mas que, por falta de adubo, não produz os frutos que poderia?

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